Ataques a Refinarias Russas Param e o Diesel Pode Aliviar

Existe uma distância enorme entre uma postagem publicada em uma rede social por um presidente americano e o valor que aparece no painel da bomba de um posto no interior do Brasil. Mesmo assim, essa distância vem encurtando de forma perturbadora nos últimos anos. Quando o anúncio de uma possível trégua nos ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia foi publicado, operadores de mercado em várias partes do mundo reagiram em minutos, e o eco dessa reação tende a chegar, semanas depois, ao caminhoneiro que abastece na BR, ao produtor que contrata frete para escoar a safra e ao consumidor que paga mais caro no supermercado sem entender exatamente por quê.

O anúncio é importante porque mexe justamente no ponto mais sensível da crise energética atual, que não é a falta de petróleo no mundo, mas a falta de capacidade de transformar esse petróleo em combustível pronto para uso. Entender essa diferença é a chave para avaliar se o alívio prometido é real, se é duradouro e, principalmente, se ele chega ao Brasil.

O anúncio que mudou o tom da guerra energética

Na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Ucrânia e Rússia concordaram em não atacar as instalações de energia uma da outra. A declaração foi feita pela rede social Truth Social, em uma mensagem curta e direta, informando que a Ucrânia teria aceitado não atingir alvos energéticos russos e que a Rússia teria concordado em fazer o mesmo.

Na mesma mensagem, Trump acrescentou uma avaliação que tem peso político considerável: para ele, o aumento no preço mundial do diesel é causado principalmente pela guerra entre Rússia e Ucrânia, e não pelo conflito com o Irã. Essa atribuição de causa não é detalhe menor. Ela realoca a responsabilidade pela crise de combustíveis de um conflito no qual os Estados Unidos estão diretamente envolvidos para outro, no qual atuam como financiadores e fornecedores de armamento, mas não como beligerantes diretos.

Há, no entanto, uma lacuna relevante nesse anúncio. Até o momento, não houve confirmação oficial do suposto acordo por parte dos governos de Kiev ou de Moscou. Nenhum dos dois lados publicou comunicado formal, nenhum ministério de defesa detalhou termos, prazos ou mecanismos de verificação, e não há indicação de que documentos tenham sido assinados. O que existe, por ora, é a palavra de um terceiro país sobre um entendimento entre dois beligerantes que estão em guerra há mais de quatro anos e meio e que, ao longo desse período, romperam praticamente todos os acordos parciais que anunciaram.

Essa assimetria entre o peso do anúncio e a ausência de confirmação bilateral é o que torna a notícia ao mesmo tempo potencialmente transformadora e frágil. Mercados de energia reagem a expectativa antes de reagirem a fatos consumados, e é exatamente por isso que uma declaração não confirmada pode mover preços globais em questão de horas.

A campanha de drones que tirou refinarias russas do mapa

Para entender por que esse anúncio importa tanto, é preciso recuar alguns meses e observar o que a Ucrânia vinha fazendo de forma sistemática. Desde o início de 2026, e com intensidade crescente ao longo do primeiro semestre, as forças ucranianas passaram a operar uma campanha de ataques de longo alcance com drones contra a infraestrutura de refino russa. Não se tratava de ações isoladas ou simbólicas, mas de uma estratégia militar deliberada, voltada a atingir a capacidade industrial que sustenta tanto a economia quanto a máquina de guerra russa.

O raciocínio militar por trás da escolha é simples e brutalmente eficiente. Uma refinaria é uma instalação enorme, fixa, impossível de esconder e extremamente cara de reparar. Diferentemente de um veículo blindado ou de uma posição de artilharia, ela não pode ser deslocada quando ameaçada. Atingir unidades de destilação, torres de craqueamento e sistemas de bombeamento significa retirar do sistema, de uma só vez, centenas de milhares de barris diários de capacidade de processamento, com prazos de reparo que se contam em meses, não em dias. E, no caso russo, muitos desses equipamentos dependem de tecnologia ocidental cujo fornecimento está bloqueado por sanções, o que alonga ainda mais o tempo de recuperação.

Os efeitos apareceram rapidamente dentro da própria Rússia. A redução da capacidade de refino provocou desabastecimento de gasolina em diversas regiões do país, com filas em postos e restrições de venda em algumas localidades. Levantamentos de mercado apontaram que, apenas em julho, cerca de 2,8 milhões de barris de capacidade de refino russa ficaram fora de operação. Para um país que é um dos maiores produtores de petróleo do planeta, conviver com falta de gasolina no mercado interno é uma inversão que revela a profundidade do problema.

A resposta do Kremlin foi defensiva e previsível: proteger o consumo doméstico à custa das exportações. A Rússia, que é a segunda maior exportadora mundial de diesel, atrás apenas dos Estados Unidos, impôs restrições à venda externa do combustível, medida que foi sendo prorrogada e ajustada ao longo do ano. Com isso, um volume expressivo de diesel que antes circulava pelo mercado internacional simplesmente deixou de estar disponível, e os compradores desse diesel, incluindo o Brasil, tiveram que procurar alternativas mais caras.

O último episódio dessa campanha aconteceu poucas horas antes da declaração de Trump. No domingo, 13 de setembro, os militares ucranianos informaram ter atingido a refinaria TANECO, na cidade de Nizhnekamsk, na república do Tartaristão, em operação conduzida junto a serviços de inteligência do país. A localização é significativa: o Tartaristão fica a mais de mil quilômetros da fronteira ucraniana, o que demonstra alcance operacional e capacidade de atingir alvos no coração industrial da Rússia.

Por que Trump mudou o discurso

A sequência cronológica dos acontecimentos ajuda a entender a motivação por trás do anúncio. No mesmo domingo do ataque à refinaria no Tartaristão, ainda na Irlanda, onde acompanhava o Irish Open em um clube de golfe de sua propriedade, Trump foi questionado por jornalistas sobre suas conversas com o presidente ucraniano. A resposta foi incomumente direta para um tema que envolve um aliado militar.

Trump afirmou que Zelensky precisava parar de atingir o diesel russo, argumentando que os ataques estavam provocando escassez do combustível e prejudicando o mundo. Ele foi cuidadoso em não pedir o fim das operações militares como um todo, deixando claro que a Ucrânia poderia continuar atacando outros alvos dentro da Rússia, e que existiam alvos suficientes para isso. O recado era específico e cirúrgico: qualquer coisa, menos a infraestrutura de diesel. Trump também informou que já havia tratado do assunto diretamente com o presidente ucraniano por telefone.

O que explica essa mudança de tom não está na Ucrânia, e sim dentro dos Estados Unidos. O preço do diesel americano vinha em trajetória de alta acentuada ao longo de 2026, pressionando de forma simultânea o transporte de cargas, a logística, a agricultura, a construção civil e, por extensão, o custo de praticamente tudo que circula por rodovias no país. Diesel é um combustível de infraestrutura: quando encarece, ele não encarece sozinho, ele empurra a inflação de toda a economia real.

E há um segundo fator, de natureza estritamente política. Os Estados Unidos caminham para as eleições de meio de mandato, pleito no qual o desempenho econômico costuma pesar mais do que política externa. Poucos indicadores são tão visíveis e tão imediatos para o eleitor comum quanto o preço afixado nos painéis dos postos, que ele observa diariamente mesmo sem abastecer. Uma alta persistente no combustível é, historicamente, um dos fatores que mais corroem aprovação de governo em qualquer democracia.

Nesse contexto, atribuir a crise à guerra entre Rússia e Ucrânia, e não ao conflito com o Irã, cumpre uma função dupla. Ela aponta uma causa que está fora do controle direto de Washington e, ao mesmo tempo, sugere uma solução que pode ser apresentada como conquista diplomática americana. A trégua energética, se confirmada, se torna simultaneamente alívio econômico e capital político.

A diferença entre falta de petróleo e falta de combustível

Há um equívoco comum que atrapalha a compreensão pública de crises como essa, e vale a pena desfazê-lo, porque ele explica por que a gasolina e o diesel se comportaram de maneira tão diferente ao longo de 2026.

Petróleo bruto e combustível pronto não são a mesma coisa, e seus mercados não funcionam da mesma forma. O petróleo que sai de um poço é uma matéria-prima densa, escura e sem utilidade prática direta. Para virar diesel, gasolina, querosene de aviação ou nafta, ele precisa passar por refino, um processo industrial complexo que separa e transforma suas frações em produtos específicos. Uma refinaria não é um simples filtro, é uma planta química de altíssima complexidade, com capacidade limitada e configuração relativamente rígida.

Isso significa que o mundo pode ter petróleo bruto disponível em abundância e, ainda assim, enfrentar escassez de diesel, se a capacidade de refino estiver comprometida. E foi exatamente isso que aconteceu. A crise de 2026 não foi, na origem, uma crise de falta de petróleo no subsolo, mas uma crise de capacidade de transformar esse petróleo em produto final, agravada por decisões políticas de países que optaram por reter internamente o que produziam.

A consequência mais visível desse fenômeno foi o comportamento das margens de refino, que dispararam a patamares historicamente altos. Em determinados momentos do ano, a diferença entre o preço do petróleo bruto e o preço dos futuros de diesel ultrapassou a marca de cem dólares por barril, algo inédito. Refinarias americanas registraram lucros por barril muito superiores aos do ano anterior, e as ações de empresas do setor de refino atingiram máximas históricas. No mercado atacadista, o diesel chegou a acumular alta superior a cem por cento ao longo de 2026.

Há ainda uma particularidade que explica por que o diesel sofreu mais do que a gasolina. O diesel é o combustível do trabalho pesado, usado em caminhões, tratores, colheitadeiras, geradores, embarcações e máquinas industriais. Sua demanda é pouco elástica, ou seja, não cai significativamente quando o preço sobe, porque não existe substituto imediato para uma frota de caminhões em operação. Já a gasolina atende principalmente ao transporte individual, que tem mais alternativas e mais flexibilidade de consumo. Quando a oferta aperta, o combustível com demanda rígida é o que dispara.

O outro conflito que entra na conta: Ormuz e o Oriente Médio

Nenhuma análise honesta do cenário atual pode atribuir a crise a um único conflito. Enquanto as refinarias russas eram atingidas por drones ucranianos, outro teatro de guerra pressionava o mercado por um caminho diferente, e talvez mais determinante para o preço do barril.

A guerra no Oriente Médio, que já ultrapassou seis meses e meio de duração, atingiu diretamente o ponto mais sensível da logística energética mundial: o Estreito de Ormuz. Trata-se de uma passagem marítima estreita, ligando o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, por onde escoa cerca de vinte por cento de todo o petróleo consumido no planeta. É, em termos práticos, o gargalo mais crítico do comércio energético global, e não existe rota alternativa capaz de absorver esse volume em caso de bloqueio.

Quando o tráfego por Ormuz foi comprometido, o efeito sobre o mercado foi imediato e estrutural. Não se tratava mais de uma questão de capacidade de refino, mas de disponibilidade da própria matéria-prima e, sobretudo, do custo e do risco de transportá-la. Seguros marítimos encareceram, rotas foram alongadas, prazos de entrega se estenderam e o prêmio de risco embutido no preço do barril subiu de forma persistente.

O resultado foi uma combinação particularmente perversa para o consumidor: pressão simultânea sobre o petróleo bruto, por causa de Ormuz, e sobre o refinado, por causa dos ataques às refinarias russas e das restrições de exportação impostas por Moscou e também pela China, que reduziu vendas externas de combustível para proteger seu mercado interno. Os Estados Unidos, maior exportador mundial de diesel, acabaram assumindo o papel de fornecedor de último recurso, mas nenhum país isolado tem capacidade de abastecer o mundo inteiro de forma indefinida.

É por isso que a disputa sobre qual conflito é o verdadeiro responsável pela alta tem menos a ver com análise técnica e mais com narrativa política. Os dois pesam. A diferença é que um deles, o da Ucrânia, oferecia uma solução negociável no curto prazo, enquanto o outro não.

Como tudo isso chega até o posto brasileiro

A pergunta que interessa ao leitor brasileiro é direta: por que um acordo entre dois países distantes, mediado por um terceiro, afeta o que ele paga para encher o tanque no fim de semana?

A resposta passa por três mecanismos que operam de forma combinada.

O primeiro é a paridade com o mercado internacional. Ainda que o Brasil produza petróleo em volume expressivo e tenha alcançado autossuficiência em produção de óleo bruto, o país não é autossuficiente em diesel. A capacidade nacional de refino não acompanhou o crescimento do consumo, o que significa que uma parcela relevante do diesel consumido no país é importada. E combustível importado é comprado a preço internacional, em dólar, com frete, seguro e custos portuários embutidos. Quando o produto encarece lá fora, o custo de reposição encarece aqui dentro, independentemente da vontade de qualquer governo.

O segundo mecanismo é o câmbio. Todo o comércio internacional de petróleo e derivados é cotado em dólar. Isso cria um efeito multiplicador que costuma passar despercebido: quando o barril sobe dez por cento e o dólar sobe cinco por cento no mesmo período, o impacto em reais não é de dez, é significativamente maior. O inverso também é verdadeiro, e por isso períodos de real mais forte conseguem amortecer parte da pressão externa.

O terceiro mecanismo é a política de preços da Petrobras. A empresa não é obrigada a repassar imediatamente cada oscilação internacional, e há margem de suavização, que é usada com maior ou menor intensidade dependendo do momento e da orientação política vigente. Mas essa suavização tem limite. Se o preço interno ficar defasado por muito tempo em relação ao internacional, importar deixa de ser economicamente viável para os agentes privados, a oferta interna se retrai e surge risco de desabastecimento regional. A conta, mais cedo ou mais tarde, aparece.

Some-se a isso a estrutura tributária, com incidência de tributos federais e do imposto estadual cobrado em valor fixo por litro, além dos custos de distribuição, logística terrestre e margem de revenda. Cada elo acrescenta sua parcela, e o preço final na bomba é o resultado acumulado de uma cadeia longa que começa, literalmente, em um campo de petróleo do outro lado do mundo.

Quem sente primeiro e por que o efeito não para no tanque

Existe uma hierarquia bastante previsível de quem sente o aumento do diesel, e ela raramente começa pelo motorista de carro de passeio.

O primeiro impacto recai sobre o transporte rodoviário de cargas. No Brasil, a maior parte de tudo o que é produzido, consumido ou exportado passa por caminhão em algum ponto da cadeia. Para um transportador autônomo, o combustível representa a maior fatia do custo operacional, e ele não tem como repassar o aumento de imediato, porque frete se negocia por contrato e por prazo. O resultado é compressão de margem, adiamento de manutenção, adiamento de renovação de frota e, em casos extremos, saída da atividade.

O segundo impacto atinge o agronegócio. Diesel move trator, colheitadeira, secador de grãos, irrigação e caminhão de escoamento. Em uma lavoura, o combustível aparece em praticamente todas as etapas, do preparo do solo até a entrega no porto. Quando o diesel encarece em período de plantio ou de colheita, o custo por hectare sobe e a rentabilidade da safra é diretamente afetada, o que se reflete em decisões de investimento para os ciclos seguintes.

O terceiro impacto é o inflacionário difuso, e é o mais insidioso, porque não é percebido como relacionado ao combustível. O aumento do frete se incorpora ao preço do alimento na gôndola, do material de construção, do produto entregue por aplicativo, do medicamento na farmácia. O consumidor percebe que o supermercado ficou mais caro, mas raramente associa isso ao que aconteceu em uma refinaria a milhares de quilômetros de distância. É por essa razão que o diesel é considerado um combustível sistêmico: ele precifica a economia inteira.

Por fim, chega ao motorista comum, seja diretamente, para quem usa veículo a diesel, seja indiretamente, por meio da pressão geral sobre o setor de combustíveis, que tende a arrastar também os demais produtos, e por meio da inflação que reduz o poder de compra de quem abastece com gasolina ou etanol.

O que uma trégua muda na prática, e em quanto tempo

Supondo que o acordo anunciado se confirme e seja efetivamente cumprido, quanto tempo levaria para o efeito aparecer no preço?

A resposta precisa ser dividida em duas camadas, porque preço de combustível se move por dois motores distintos, com velocidades muito diferentes.

A primeira camada é a expectativa, e ela é quase instantânea. Mercados futuros operam antecipando cenários, não registrando fatos passados. No momento em que a perspectiva de novos ataques a refinarias diminui, o prêmio de risco embutido nas cotações tende a recuar, mesmo antes de qualquer barril adicional ser efetivamente produzido. Esse movimento aparece em horas ou dias nas telas dos operadores, e é o primeiro sinal a ser observado.

A segunda camada é a oferta física, e ela é lenta. Uma refinaria danificada não volta a operar porque um acordo foi anunciado. Ela precisa ser reparada, e reparo de unidade de refino envolve engenharia especializada, peças de reposição, equipamentos importados e testes de segurança antes da retomada. Em condições normais, isso levaria meses. Sob sanções que restringem o acesso a tecnologia ocidental, pode levar bem mais. Além disso, a decisão russa de restringir exportações não é revogada automaticamente por uma trégua militar: é uma medida de política econômica, tomada para proteger o abastecimento interno, e só será revertida quando o governo russo considerar que a produção doméstica voltou a ser suficiente.

Há ainda um terceiro elemento, que não depende de nenhum dos dois países. Mesmo com uma trégua energética integralmente cumprida, o Estreito de Ormuz continua sendo uma variável aberta. Enquanto a situação no Oriente Médio não se estabilizar, o preço do petróleo bruto seguirá sob pressão, e isso limita o tamanho do alívio possível no produto final.

Para o Brasil, existe um atraso adicional na chegada do efeito. Contratos de importação são firmados com antecedência, cargas em trânsito levam semanas para atracar, e a política de preços interna trabalha com suavização, o que significa que quedas também não são repassadas de forma imediata. Na prática, um alívio que comece a se desenhar no mercado internacional em setembro dificilmente apareceria na bomba antes de algumas semanas, e apareceria de forma parcial, diluída.

Os motivos para manter o ceticismo

Um leitor atento precisa ponderar alguns fatores antes de tratar essa notícia como uma boa notícia consolidada.

O primeiro e mais importante é a ausência de confirmação oficial. Não há comunicado de Moscou nem de Kiev, não há termos públicos, não há prazo definido, não há mecanismo de verificação estabelecido. Acordos entre partes em guerra costumam ser formalizados, ainda que de maneira mínima, justamente porque precisam de critérios objetivos para que se possa dizer quem os descumpriu. Uma trégua anunciada apenas por um terceiro país, sem contrapartida verificável, é tecnicamente um entendimento informal, e entendimentos informais são frágeis.

O segundo fator é o histórico do conflito. Ao longo de mais de quatro anos de guerra, houve diversos anúncios de tréguas parciais, pausas humanitárias, corredores seguros e acordos setoriais. A maior parte deles durou menos do que o previsto, e muitos foram rompidos poucos dias após o anúncio, com cada lado acusando o outro de violação. Não há razão objetiva para presumir que este seja diferente até que o tempo demonstre o contrário.

O terceiro fator é o interesse militar envolvido. Os ataques às refinarias não eram gestos aleatórios, eram uma das estratégias mais eficazes de que a Ucrânia dispunha para pressionar economicamente a Rússia, com custo relativamente baixo e impacto elevado. Abrir mão dessa alavanca significa renunciar a uma vantagem tática relevante, e isso normalmente não acontece sem contrapartida. Do lado russo, os ataques à infraestrutura energética ucraniana cumprem função equivalente, especialmente com a proximidade do inverno no hemisfério norte, período em que atingir usinas e redes de transmissão tem efeito humanitário e psicológico máximo sobre a população.

O quarto fator é o calendário político americano. Anúncios de avanço diplomático tendem a se multiplicar em períodos pré-eleitorais, e isso não significa que sejam falsos, mas recomenda cautela na avaliação de sua solidez. A confirmação virá dos fatos: se as próximas semanas transcorrerem sem novos ataques a instalações energéticas de ambos os lados, o acordo é real. Se não, foi apenas uma declaração.

O que está sob controle do motorista brasileiro

Diante de um cenário em que guerras distantes, decisões de bancos centrais, oscilações cambiais e política de preços de estatais determinam quanto custa encher o tanque, existe uma sensação legítima de impotência. Nenhuma dessas variáveis está ao alcance de quem dirige para trabalhar todos os dias.

Mas há uma distinção importante entre o que determina o preço do combustível e o que determina o quanto uma pessoa gasta com combustível. A primeira variável é global e inegociável. A segunda é local e, em boa medida, administrável.

Hábitos de condução influenciam consumo de forma mensurável. Acelerações bruscas, frenagens repetidas e velocidades elevadas em rodovia elevam o gasto por quilômetro rodado. Manutenção em dia faz diferença concreta: filtro de ar sujo, velas desgastadas, alinhamento irregular e, principalmente, pneus calibrados abaixo do recomendado aumentam o consumo sem que o motorista perceba. Planejamento de rotas, agrupamento de deslocamentos e redução de trajetos redundantes também têm efeito acumulado relevante ao longo de um mês.

E há um último ponto, muitas vezes o mais subestimado: o preço do combustível varia significativamente entre postos de uma mesma cidade, às vezes entre postos separados por poucos quilômetros. Historicamente, essa informação só era conhecida na chegada à bomba, o que transformava o abastecimento em uma decisão tomada por hábito, por proximidade ou por acaso, e não por vantagem.

É precisamente essa lógica que a digitalização do setor passou a alterar. O Baratão Combustíveis, primeiro marketplace de combustível do mundo e maior aplicativo de descontos em combustíveis do Brasil, permite que o motorista veja o preço com desconto antes de sair de casa, compare postos credenciados por preço e localização e pague o abastecimento pelo próprio aplicativo. São mais de 3 mil postos credenciados em todos os estados do país e mais de 4 milhões de usuários ativos, em um modelo que substitui a escolha por costume pela escolha por informação.

Enquanto o preço internacional do diesel depende de acordos anunciados em redes sociais e de tréguas que podem ou não se confirmar, o desconto obtido no abastecimento do dia depende apenas de ter em mãos a informação certa antes de decidir onde parar. Em um cenário de tanta incerteza externa, essa é a parte da equação que continua sendo do motorista.

Perguntas frequentes

Ainda com dúvidas? Tire-as aqui!

O que é o baratão combustíveis?

Somos um aplicativo voltado para a economia de combustível, onde vendemos com descontos em cima do valor da bomba.

Baratinhas são pontos acumulativos que o usuário recebe por cada abastecimento realizado, podendo ser seu próprio abastecimento ou dos indicados. As baratinhas têm o valor mínimo de 1.300 baratinhas para o resgate. Lembrando que cada baratinha que receber, possui validade de 4 meses e ao acumular, receberá mais desconto em suas próximas compras.

Clique em MEUS INDICADOS e em COMPARTILHAR e compartilhe sua indicação para seus amigos ou familiares. Eles devem inserir seu código antes de se cadastrar no aplicativo. Caso não esteja aparecendo, não foi utilizado o código de indicação antes do cadastro, e com isso, não foi validada a indicação.

Receberá baratinhas por cada abastecimento dos indicados. Acumulando as pontuações, receberá mais desconto em suas compras.

Trabalhamos com parceria nas regiões. Verifique nossos postos credenciados em nosso aplicativo e, após, clique em COMPRAR e em COMBUSTÍVEL.

Tem algum posto em sua região que não faz parte da parceria e gostaria de nos indicar? Entre em contato pelo nosso suporte (61) 9 9820-2004, e nos indique o posto.

O pagamento é realizado pelo aplicativo, depois que é selecionado o posto desejado para a retirada do combustível e sua quantidade. Após isso, seu cupom de retirada aparecerá na aba CUPONS, onde poderá apresentar o QR CODE para o frentista.

o realizar compras no aplicativo, damos a opção de abastecer em outros postos com o mesmo cupom comprado. Por gentileza, clique em seu cupom em ONDE POSSO ABASTECER, e verifique em quais postos seu cupom está apto para retirada. 

Parcelamos, o parcelamento é realizado por meio do seu cartão de crédito, em até 12x. O valor mínimo para parcelamento é de R$500,00 o boleto.

Sim. É necessário consultar nosso aplicativo, e nossos parceiros credenciados aptos para venda em cada região, bem como seus preços.

Temos parceria com mais de 25.000 lojas, desde academias até compras de produtos como roupas e eletrodomésticos.

Mais de 1,5 MILHÕES de pessoas já estão economizando com o Baratão. Estamos entre os 30 apps mais pesquisados do país na categoria de compras!

Fonte: Google Play, App Store

Eva Maria
Estou economizando bastante com o app. App funciona muito bem e os valores de combustível são ótimos. Com esses preços altos nos pontos de gasolina vale muito ter esse aplicativo. Muita economia,vários descontos e promoções! Economia no bolso do brasileiro. Muitos descontos para serem utilizados em vários estabelecimento!.
Cilêda Cézar
Ótimo aplicativo, muito útil! Muito fácil de se usar e o principal de tudo : Muita economia na hora de abastecer, descontos na hora do abastecimento. Estou indicando para meus amigos e ganho na hora as "Baratinhas" para trocar por combustível. Super indico essa maravilha. E tem mais , o aplicativo é cheio de funcionalidades muito valiosas. Parabéns a todos os idealizadores
Dalio Pinto
O aplicativo Baratão é excelente! A interface é simples e intuitiva, o que facilita bastante na hora de procurar as melhores ofertas. As promoções são muito vantajosas, e o atendimento ao cliente é sempre eficiente e ágil para resolver qualquer dúvida. As notificações de descontos também são um ponto forte, já que avisam de todas as promoções em tempo real. Recomendo para quem quer economizar e fazer compras com praticidade!
Bruno Souza
Simplesmente incrível! O Baratão revolucionou a forma como economizo em abastecimento. A interface é super intuitiva, os descontos são realmente vantajosos, e sempre encontro os melhores preços na minha região. É uma mão na roda para quem quer economizar de verdade. Recomendo de olhos fechados!
Hercules Amaral
Tem me servido bem e tenho economizado um bom valor, pois utilizo em carro utilitário que faz entregas então abasteço bastante, chego a ter economia de quase R$ 0,50 por litro. Tem dado certo, nunca tive nenhum problema, e quando precisei do suporte me atenderam rápido. Inclusive pode pagar no cartão e até parcelar. Recomendo.
Fabio Rigo
Ótimo app para economizar! Achei o app super fácil de usar e realmente cumpre o que promete. Consegui encontrar preços muito bons em postos próximos que eu nem sabia que existiam. Vale destacar que esses preços só são acessíveis pelo app, comprando diretamente no posto sai mais caro. É uma ótima forma de economizar no dia a dia, recomendo para todo mundo que quer abastecer pagando menos!

Sua melhor escolha para economia e praticidade. Aproveite descontos exclusivos e abasteça pelo menor preço.
Descontos exclusivos em mais de 10.000 estabelecimentos parceiros por meio do nosso Clube de Vantagens!

Cadastre seu posto

Fale com a gente

Capitais e regiões metropolitanas

E-mail para contato

Horários de suporte ao cliente

Economize com baratão

Formas de pagamento

© 2025 Baratão Tecnologia LTDA – 41.524.064/0001-79