O governo federal estuda aumentar a quantidade de etanol anidro na gasolina. A ideia é passar dos atuais 27% para 30%. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deve decidir sobre o assunto ainda em junho. Se aprovar a proposta, o novo percentual pode começar a valer até o fim de 2025.
Com essa mudança, o país busca reduzir as emissões de poluentes, valorizar os biocombustíveis e, ao mesmo tempo, impulsionar a economia. Mas afinal, o que isso muda para você?
Por que essa mudança está sendo proposta?
O Brasil é referência mundial no uso de biocombustíveis. Por isso, aumentar a mistura de etanol na gasolina ajuda a reduzir o consumo de combustíveis fósseis e a dependência de gasolina importada. Dessa forma, o país fortalece sua matriz energética e avança nas metas de sustentabilidade.
Além disso, a medida traz benefícios diretos para o agronegócio. A expectativa é de que a produção de cana-de-açúcar cresça, atraindo mais investimentos para o campo e gerando novos empregos nas regiões produtoras.
E como isso afeta quem abastece?
Se você usa carro flex, pode ficar tranquilo. Seu veículo já está preparado para rodar com gasolina contendo até 30% de etanol. Ou seja, você não terá problemas no desempenho nem na durabilidade do motor.
Além disso, essa mudança tem tudo para aliviar o bolso dos motoristas. Segundo estimativas do mercado, o preço da gasolina pode cair até R$ 0,12 por litro. Isso acontece porque o etanol tem menos impostos do que a gasolina. Por isso, quanto maior a quantidade de etanol na mistura, menor tende a ser o custo final do combustível.

Vantagens para o meio ambiente e para o Brasil
Do ponto de vista ambiental, a mudança traz ganhos importantes. Com mais etanol na gasolina, o Brasil pode evitar a emissão de 1,7 milhão de toneladas de CO₂ por ano. Isso equivale, por exemplo, a tirar mais de 700 mil carros das ruas.
Enquanto isso, o país também reduz sua necessidade de importar combustíveis fósseis. A previsão é deixar de comprar cerca de 760 milhões de litros de gasolina por ano. Dessa forma, além de proteger o meio ambiente, o Brasil se torna mais independente na produção de energia.
Tem algum risco para os veículos?
A maioria dos carros no Brasil é flex. Eles estão prontos para a nova mistura. Modelos a gasolina mais modernos também não terão problemas.
O alerta vale para carros antigos ou motos sem injeção eletrônica. Esses veículos podem apresentar pequenas falhas em partidas a frio. Mesmo assim, os especialistas consideram a mudança segura.