Preço Abusivo na Bomba: Como Identificar e Denunciar

O motorista brasileiro que passou por um posto nas últimas semanas percebeu que a conta do tanque cheio não para de mudar. Com a guerra no Oriente Médio se arrastando e o barril de petróleo acima de US$ 100, o preço dos combustíveis voltou a pesar no orçamento de famílias, motoristas de aplicativo, transportadores e pequenos empresários. Nesse cenário, uma pergunta começou a aparecer com frequência nas filas das bombas e nas redes sociais: até que ponto essa alta é justificada e quando ela passa a ser abuso?

Nesta segunda-feira, 28 de setembro, o governo federal deu uma resposta direta a essa preocupação. Foi anunciado um pacote de medidas que combina a manutenção do subsídio ao diesel, o reforço da fiscalização em postos e distribuidoras e um aumento expressivo nas punições para quem elevar preços sem justificativa. As multas agora podem chegar a R$ 500 milhões, um valor muito acima do que era possível aplicar até poucos dias atrás.

A mudança não interessa apenas às empresas do setor. Ela também coloca o consumidor no centro da discussão, porque boa parte da fiscalização depende de denúncias feitas por quem abastece todos os dias. Neste guia, você vai entender o que o governo anunciou, quais números já existem sobre as operações de fiscalização, como o preço do combustível é formado, o que caracteriza um aumento abusivo e, principalmente, como identificar e denunciar esse tipo de prática.

O que o governo anunciou

O pacote apresentado pelo governo federal tem três frentes principais. A primeira é a manutenção da subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel, que estava ameaçada de redução com o vencimento de uma medida provisória no último sábado. A segunda é a intensificação das fiscalizações em postos revendedores e distribuidoras de todo o país. A terceira, e mais comentada, é o endurecimento das penalidades para condutas consideradas abusivas.

O ponto central dessa terceira frente é a Medida Provisória 1.393, publicada na sexta-feira, 25 de setembro. Ela alterou o Código de Defesa do Consumidor e criou multas específicas para infrações cometidas por agentes da cadeia de combustíveis. Entre as condutas previstas está a elevação de preços sem justa causa. Nesses casos, a multa administrativa pode variar de R$ 20 mil a R$ 500 milhões.

A novidade mais relevante é que, para essas infrações, deixa de valer o limite geral de multa previsto no Código de Defesa do Consumidor. Na prática, isso muda completamente a escala da punição. Até então, um posto investigado por aumento abusivo podia enfrentar multas de até cerca de R$ 14 milhões, teto que, para grandes distribuidoras, tinha pouco efeito dissuasório. Com a nova regra, a penalidade passa a ter peso proporcional ao tamanho dos agentes que movimentam bilhões de reais por ano.

A força-tarefa que executa essas ações reúne diferentes órgãos. Participam a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e os Procons estaduais e municipais. A combinação de competências permite atuar em várias pontas ao mesmo tempo: a ANP fiscaliza a regulação do setor, a Senacon e os Procons cuidam das relações de consumo e a Senasp apoia as ações em campo.

Operação Carga Pesada em números

A principal ação prática dessa ofensiva tem nome: Operação Carga Pesada. Ela reúne órgãos federais e Procons de todo o país para fiscalizar possíveis aumentos injustificados nas margens de lucro de postos e distribuidoras. A operação começou no dia 23 de setembro, depois de uma reunião emergencial da Senacon com mais de 140 representantes de Procons de diferentes estados e municípios.

Os primeiros números mostram a dimensão do trabalho. Entre os dias 21 e 25 de setembro, foram realizadas 241 ações de fiscalização, distribuídas da seguinte forma:

  • 87 ações da ANP;
  • 86 ações dos Procons;
  • 12 ações da Senacon;
  • 30 ações conjuntas entre ANP e Procons;
  • 26 ações conjuntas entre ANP e Senacon.

Segundo o governo, a escolha dos alvos não foi aleatória. A mobilização levou em conta a alta recente dos combustíveis, dados de fiscalizações anteriores e cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP. Esse detalhe é importante para o consumidor, porque mostra que as reclamações feitas por motoristas ajudam de fato a orientar onde os fiscais vão atuar.

Além das fiscalizações em campo, a Senacon abriu 70 processos administrativos sancionadores contra postos e distribuidoras. Esses procedimentos foram instaurados a partir de autos de infração encaminhados anteriormente pela ANP e envolvem estabelecimentos de quatro estados. Em parte dos casos, as margens de comercialização teriam subido mais de 70%, um salto que chamou a atenção dos órgãos de defesa do consumidor.

Um processo administrativo não significa condenação automática. As empresas têm direito à defesa e podem apresentar documentos que justifiquem os reajustes, como notas de compra com preços mais altos, aumento de custos de frete ou mudanças tributárias. O objetivo da apuração é justamente separar o repasse legítimo de custos do aumento sem justificativa.

As multas que já foram aplicadas

Se a Operação Carga Pesada representa a nova fase da fiscalização, as multas já aplicadas mostram que o problema não é recente. A ANP determinou penalidades que, somadas, ultrapassam R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis por elevação abusiva de preços. No dia 23 de setembro, o valor divulgado era de pouco mais de R$ 200 milhões. Em cinco dias, com o avanço dos julgamentos, a cifra mais que triplicou.

Essas multas resultam de fiscalizações feitas anteriormente e de decisões de primeira instância administrativa. As empresas ainda podem recorrer, o que significa que os valores não são definitivos. Mesmo assim, os números revelados nas decisões impressionam. Em alguns dos casos analisados, a margem bruta das distribuidoras teria aumentado mais de 1.350%, um patamar que as equipes de fiscalização classificaram como extremo.

Os casos envolvem condutas praticadas durante a vigência das Medidas Provisórias 1.340 e 1.349, editadas entre março e abril deste ano. Essas medidas foram criadas para enfrentar problemas de abastecimento e conter a escalada dos preços logo no início do conflito no Oriente Médio. Um dos pontos mais relevantes dessas MPs foi dar à ANP a atribuição de fiscalizar aumentos considerados abusivos, algo que antes ficava concentrado nos órgãos de defesa do consumidor.

A ANP informou que continua analisando outros casos relacionados ao mesmo período. O foco está em distribuidoras, revendedores de combustíveis e comerciantes de gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha. Isso indica que novas multas podem ser anunciadas nas próximas semanas, à medida que os processos avançam.

Para o consumidor, a mensagem é clara: a cadeia de combustíveis está sob observação em todas as etapas, da distribuidora que compra da refinaria até o posto que vende o litro na bomba.

O subsídio do diesel continua

Enquanto aperta a fiscalização, o governo também mantém a política de subsídios para segurar o preço do diesel, combustível que movimenta caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e boa parte da logística do país. A subvenção de R$ 2,12 por litro foi prorrogada por mais 30 dias por meio da Portaria nº 2.946/2026, do Ministério da Fazenda, publicada em edição extra do Diário Oficial na noite de sexta-feira, 25 de setembro. A regra passou a valer no domingo, 27.

Esse valor de R$ 2,12 é resultado da soma de duas medidas diferentes. A primeira parcela, de R$ 1,12 por litro, foi criada no primeiro semestre como parte de um pacote para conter a alta dos combustíveis. A segunda, de R$ 1 por litro, foi acrescentada em setembro, diante da piora do cenário externo, por meio da MP 1.391, editada no dia 11.

O problema é que a medida provisória que sustentava a primeira parcela, a MP 1.363, perdeu a validade no sábado, 26 de setembro. Sem uma solução, o subsídio cairia de R$ 2,12 para apenas R$ 1 por litro de uma hora para outra, o que provocaria um salto imediato no preço do diesel. Para evitar isso, a Fazenda mudou a base legal do benefício: a partir de 27 de setembro, o valor integral passou a ser amparado apenas pela MP de setembro. Segundo o governo, a mudança não representa aumento do subsídio, apenas garante que ele não seja reduzido.

Vale entender como esse mecanismo funciona na prática. Quando o governo criou a parcela extra de R$ 1, a Petrobras aplicou um reajuste de exatamente R$ 1 por litro no diesel A, o diesel puro vendido às distribuidoras, e ao mesmo tempo concedeu um desconto do mesmo valor, bancado pela subvenção. O efeito para as distribuidoras foi nulo: o preço cobrado pela estatal não mudou. É uma forma de alinhar o preço interno ao mercado internacional sem que o aumento chegue ao consumidor, com o Tesouro cobrindo a diferença.

A gasolina também recebeu atenção neste mês. No início de setembro, o governo ampliou por decreto a subvenção sobre o litro de gasolina de R$ 0,44 para R$ 0,63, pelo prazo de 30 dias. Com isso, a Petrobras cancelou um reajuste que estava previsto e o preço médio da gasolina A na refinaria passou para R$ 3,05 por litro, em vez dos R$ 3,24 anunciados anteriormente.

Todo esse esforço tem um custo alto. O conjunto de desonerações e subsídios aos combustíveis custa cerca de R$ 7 bilhões por mês à União. As estimativas dos ministérios da Fazenda e do Planejamento indicam que as medidas para conter a alta podem somar cerca de R$ 40 bilhões em 2026. Para financiar essa conta, o governo tem usado receitas extraordinárias do petróleo, com previsão de entrada de R$ 50 bilhões nos cofres públicos ao longo do ano.

O cenário internacional por trás da alta

Para entender por que o preço sobe no posto da esquina, é preciso olhar para bem longe. O Brasil é um grande produtor de petróleo, mas não é autossuficiente em derivados como diesel e gasolina. Uma parte relevante do que é consumido no país é importada, e esse volume segue os preços do mercado internacional.

Desde o início do ano, o conflito no Oriente Médio vem pressionando as cotações. A região concentra uma fatia enorme da produção mundial de petróleo e rotas marítimas essenciais para o transporte da commodity. Qualquer ameaça ao fluxo de navios ou à produção provoca reação imediata nos mercados. O barril do tipo Brent, referência global, voltou a superar US$ 100 com o agravamento dos conflitos e segue acima desse patamar.

Esse movimento se espalha por todos os derivados. O querosene de aviação, por exemplo, acumula alta de mais de 50% desde o início do ano, o que já afeta o preço das passagens aéreas. No diesel e na gasolina, a pressão é constante, e o governo tem recorrido a subsídios justamente para evitar que toda a variação externa chegue às bombas.

Há ainda um efeito menos visível. Em momentos de instabilidade, alguns agentes da cadeia aproveitam a sensação geral de alta para ampliar margens além do que os custos justificariam. O consumidor, acostumado a ouvir que o petróleo subiu, tende a aceitar reajustes sem questionar. É exatamente esse espaço que a fiscalização tenta fechar: separar o aumento que vem de fora do aumento que nasce da oportunidade.

Onde estão os preços hoje

Os dados mais recentes do levantamento semanal da ANP, referentes à semana de 13 a 19 de setembro, mostram um cenário de pressão em quase todos os combustíveis.

A gasolina comum chegou a uma média nacional de R$ 6,54 por litro, em leve alta. Encher um tanque de 50 litros custa, em média, cerca de R$ 327. A diferença entre os estados é grande: o Rio Grande do Sul teve a gasolina mais barata, com média de R$ 6,24, enquanto Roraima registrou R$ 7,56. São R$ 1,32 por litro de diferença, o equivalente a R$ 66 em um único tanque de 50 litros. A gasolina aditivada ficou em R$ 6,72 na média nacional.

O etanol hidratado subiu para R$ 4,08 por litro. Mesmo com a alta, o biocombustível ainda custa cerca de 62,4% do preço da gasolina na média nacional, abaixo da referência de 70% usada como regra rápida para decidir o abastecimento em carros flex. O menor preço médio foi registrado em São Paulo, com R$ 3,77, e o maior em Roraima, com R$ 5,38.

O diesel S10 foi o destaque negativo da semana. O preço médio saltou de R$ 6,89 para R$ 7,13 por litro, alta de 3,48%. Em um abastecimento de 50 litros, a diferença é de R$ 12. O Espírito Santo teve a menor média estadual, de R$ 6,83, e o Acre a maior, de R$ 8,02. O diesel comum também subiu, de R$ 6,48 para R$ 6,65, com o Paraná na ponta mais barata e o Acre na mais cara.

O botijão de gás de 13 quilos chegou a R$ 114,24 na média nacional, variando de R$ 103,66 no Rio de Janeiro a R$ 143,04 em Roraima. Para uma família que compra um botijão por mês, essa diferença regional passa de R$ 470 ao longo de um ano. O GNV também subiu e alcançou média de R$ 4,72 por metro cúbico.

Esses números ajudam a entender um ponto essencial: o preço varia muito, não só entre estados, mas também entre cidades e até entre postos do mesmo bairro. Conhecer a média da sua região é o primeiro passo para perceber quando um preço está fora da curva.

O que é aumento abusivo, afinal

Uma dúvida comum é se o posto é obrigado a manter o preço ou se precisa de autorização para reajustar. A resposta é não. No Brasil, os preços dos combustíveis são livres desde o início dos anos 2000. Cada posto define quanto cobra, de acordo com seus custos, sua estratégia comercial e a concorrência local. O governo não tabela preços na bomba.

Isso não significa, porém, que qualquer aumento seja permitido. O Código de Defesa do Consumidor considera prática abusiva elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. A chave está na expressão “justa causa”. Um reajuste é legítimo quando reflete aumento real de custos: o posto passou a pagar mais caro à distribuidora, o frete subiu, houve mudança de tributos ou aumento de despesas operacionais. Ele se torna abusivo quando o preço sobe sem que exista um custo correspondente, apenas para ampliar a margem de lucro aproveitando o momento.

Na prática, os órgãos de fiscalização analisam principalmente a margem de comercialização, ou seja, a diferença entre quanto o posto pagou pelo combustível e quanto está cobrando do consumidor. Se o custo de compra subiu R$ 0,10 por litro e o preço na bomba subiu R$ 0,50, há um sinal forte de desequilíbrio. Foi esse tipo de análise que revelou margens de distribuidoras com alta superior a 1.350% em alguns casos.

Outra situação que costuma atrair a atenção dos Procons é o reajuste imediato do estoque já comprado. Quando uma alta é anunciada na refinaria, o posto normalmente ainda tem combustível em seus tanques adquirido pelo preço anterior. Subir o preço desse estoque no mesmo instante, antes de receber uma carga mais cara, é uma conduta frequentemente questionada pelos órgãos de defesa do consumidor.

Também há diferença entre abuso de preço e formação de cartel. O abuso é praticado individualmente por um estabelecimento. O cartel acontece quando vários postos combinam preços entre si para eliminar a concorrência. Nesse caso, o órgão responsável pela investigação é o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e as punições envolvem também a esfera criminal.

Por que o preço varia tanto de um posto para outro

Para identificar um preço abusivo, ajuda muito entender como o valor final é formado. O preço que aparece na bomba é a soma de vários componentes, e cada um deles pode variar de forma independente.

O primeiro componente é o preço do produtor ou importador, que é quanto a Petrobras ou outra empresa cobra pelo combustível puro na refinaria ou no porto. É esse valor que muda quando há reajustes anunciados pela estatal ou quando o mercado internacional oscila.

O segundo são os tributos federais, como PIS/Cofins e Cide, que incidem sobre cada litro. O terceiro é o ICMS, imposto estadual cobrado hoje em valor fixo por litro, definido de forma conjunta pelos estados.

O quarto componente é o custo dos biocombustíveis misturados. A gasolina vendida nos postos leva uma parcela obrigatória de etanol anidro, e o diesel recebe biodiesel. Quando o preço do etanol ou do biodiesel sobe, a gasolina e o diesel também ficam mais caros.

Por fim, entram as margens de distribuição e revenda, além do frete. A distribuidora compra da refinaria, transporta o combustível e vende ao posto, cobrando sua margem. O posto, por sua vez, acrescenta a própria margem para cobrir aluguel, salários, energia, manutenção e lucro.

É nessa última etapa que surgem as maiores diferenças entre postos próximos. Um posto em uma avenida movimentada, com loja de conveniência e grande volume de vendas, pode trabalhar com margens diferentes de um posto em bairro residencial. A bandeira, o contrato com a distribuidora e a distância em relação às bases de distribuição também influenciam. Por isso, uma diferença de alguns centavos entre postos vizinhos é normal. O que merece atenção são saltos bruscos e sem explicação, ou preços muito acima da média regional sem nenhum diferencial que os justifique.

Como identificar e denunciar

A fiscalização ganhou força, mas o consumidor continua sendo peça fundamental. As cerca de 330 denúncias recebidas pela ANP ajudaram a definir os alvos da Operação Carga Pesada. Saber reconhecer os sinais de alerta e registrar a reclamação da forma correta aumenta muito a chance de uma apuração efetiva.

Sinais de alerta mais comuns:

  • aumento repentino no preço sem qualquer anúncio de reajuste na refinaria ou mudança tributária;
  • preço muito acima da média do seu bairro ou da sua cidade, sem diferencial aparente;
  • reajuste feito no mesmo dia do anúncio de alta, antes de o posto ter recebido nova carga;
  • vários postos da mesma região subindo o preço ao mesmo tempo e para o mesmo valor, o que pode indicar combinação;
  • diferença entre o preço exibido no painel da entrada e o preço cobrado na bomba ou no caixa.

O que registrar antes de denunciar:

O primeiro passo é reunir provas. Tire uma foto do painel de preços do posto e da bomba, de preferência com data e hora visíveis no celular. Guarde sempre a nota fiscal do abastecimento, que é um direito do consumidor e precisa informar o tipo de combustível, a quantidade e o valor. Se possível, anote os preços de outros postos da região no mesmo dia, para mostrar a diferença. Também vale acompanhar a pesquisa semanal de preços da ANP, que traz as médias por município e ajuda a comparar.

Onde denunciar:

A ANP recebe denúncias sobre preços, qualidade do combustível e irregularidades nos postos. O registro pode ser feito pelo Fala.BR, a plataforma oficial de ouvidoria do governo federal, ou pelo telefone gratuito do Centro de Relações com o Consumidor da agência, o 0800 970 0267. Informe o nome e o endereço do posto, a data, o combustível e os valores observados.

O Procon do seu estado ou município é o canal indicado para questões de relação de consumo, como aumento abusivo, cobrança diferente do anunciado e recusa de nota fiscal. Muitos Procons aceitam reclamações por aplicativo, site ou atendimento presencial.

A plataforma de reclamações do governo federal, mantida pela Senacon, permite registrar uma queixa diretamente contra a empresa, que tem prazo para responder. Ela é útil principalmente quando o consumidor já sofreu um prejuízo concreto e quer uma solução.

Se a suspeita for de combinação de preços entre postos, a denúncia pode ser encaminhada ao Cade, que investiga cartéis.

Além do preço, vale ficar atento a outras irregularidades. O consumidor tem direito de pedir o teste de qualidade do combustível no próprio posto, que deve ter o equipamento disponível. Se houver suspeita de que a bomba entrega menos combustível do que marca, a reclamação deve ir para o Inmetro ou para o órgão de metrologia do seu estado, responsável por verificar a precisão das bombas.

Risco de desabastecimento

Em momentos de alta forte, é comum surgir o medo de faltar combustível, o que leva muitos motoristas a encher o tanque às pressas e até a estocar em galões, uma prática perigosa e proibida. O governo afirma que, neste momento, não há risco de desabastecimento.

Os números apresentados reforçam essa avaliação. Para outubro, a demanda estimada de diesel é de 3,95 milhões de metros cúbicos, enquanto a oferta já confirmada chega a 3,978 milhões de metros cúbicos. O país também dispõe de estoques de aproximadamente 1,97 milhão de metros cúbicos, volume considerado suficiente para cerca de 15 dias de consumo.

Desde março, uma mesa coordenada pelo Ministério de Minas e Energia acompanha semanalmente o mercado de combustíveis, com participação de órgãos públicos e representantes do setor privado. O monitoramento analisa o cenário internacional do petróleo, os fluxos de importação, a distribuição, as projeções de demanda e os riscos para o abastecimento nacional. O horizonte de acompanhamento é de dois meses, justamente para antecipar eventuais problemas de oferta antes que eles cheguem às bombas.

Para o motorista, a orientação é manter a rotina normal de abastecimento. Corridas aos postos por medo de falta criam filas, pressionam a demanda em pontos específicos e podem, elas mesmas, abrir espaço para reajustes oportunistas.

O que esperar para as próximas semanas

O cenário para outubro depende de alguns fatores que merecem acompanhamento. O primeiro é o prazo da subvenção ao diesel. A prorrogação vale por 30 dias a partir de 27 de setembro, o que leva a decisão seguinte para o fim de outubro. Se o petróleo continuar acima de US$ 100, a tendência é que o governo busque manter o benefício, mas o custo elevado para as contas públicas torna cada renovação uma discussão delicada.

O segundo fator é o subsídio da gasolina, também concedido por prazo limitado. A retirada ou a redução desse desconto pode provocar reajustes na refinaria, com reflexo nas bombas nas semanas seguintes.

O terceiro é o calendário eleitoral. As eleições de outubro colocam o preço dos combustíveis no centro do debate político, e decisões sobre subsídios e tributos costumam ganhar peso nesse período. Depois da votação, a política de preços pode ser revista, para mais ou para menos.

O quarto, e mais imprevisível, é o conflito no Oriente Médio. Qualquer escalada tende a empurrar o petróleo para cima. Um eventual acordo, por outro lado, pode aliviar as cotações rapidamente, como já aconteceu em alguns momentos deste ano.

Há ainda o efeito da própria fiscalização. Com multas que podem chegar a R$ 500 milhões e uma operação nacional em andamento, a expectativa do governo é que postos e distribuidoras pensem duas vezes antes de ampliar margens sem justificativa. Se isso acontecer, parte da pressão sobre o preço final pode diminuir, mesmo sem mudanças no mercado internacional.

Como o motorista pode se proteger

A fiscalização do governo é importante, mas atua depois que o problema acontece. No dia a dia, a melhor proteção do consumidor é a informação. Quem sabe quanto o combustível custa na sua região e compara antes de abastecer dificilmente paga um preço fora da curva.

O desafio é que comparar preços costumava dar trabalho. Era preciso rodar pela cidade, olhar painel por painel e, muitas vezes, descobrir o valor real só na hora de pagar. É exatamente essa lógica que o Baratão Combustíveis mudou. Considerado o primeiro marketplace de combustível do mundo e o maior aplicativo de descontos em combustíveis do Brasil, o Baratão reúne mais de 3 mil postos credenciados em todos os estados e já conta com mais de 4 milhões de usuários ativos.

Pelo aplicativo, o motorista vê os postos próximos pelo mapa, com os preços atualizados dentro da plataforma, e sabe quanto vai pagar antes mesmo de sair de casa. A compra dos litros é feita pelo próprio app, com desconto, e o pagamento pode ser feito por PIX, cartão de crédito, VR ou Pluxee. No posto, basta apresentar o QR Code gerado no aplicativo para liberar o abastecimento. O preço fica definido no momento da compra, sem surpresa na bomba e sem negociação no caixa.

Esse modelo traz uma vantagem direta em tempos de alta: o consumidor deixa de escolher o posto por costume e passa a escolher por vantagem. Ao comparar opções lado a lado, fica muito mais fácil perceber quando um preço está acima do razoável e direcionar o abastecimento para quem oferece condições melhores. Além disso, o histórico de consumo registrado no aplicativo ajuda a acompanhar quanto você gasta ao longo do mês, e as Baratinhaz, moeda digital do app, acumuladas em compras, no check-in diário e no programa de indicação, viram desconto extra nos próximos abastecimentos.

Em um cenário de petróleo acima de US$ 100, subsídios com prazo de validade e fiscalização reforçada contra abusos, informação e transparência deixaram de ser detalhe e passaram a ser a principal ferramenta do motorista para proteger o próprio bolso. Denunciar quando algo parece errado ajuda a fiscalização a chegar aonde precisa. Comparar antes de abastecer evita que o problema chegue até você.

Perguntas frequentes

Ainda com dúvidas? Tire-as aqui!

O que é o baratão combustíveis?

Somos um aplicativo voltado para a economia de combustível, onde vendemos com descontos em cima do valor da bomba.

Baratinhas são pontos acumulativos que o usuário recebe por cada abastecimento realizado, podendo ser seu próprio abastecimento ou dos indicados. As baratinhas têm o valor mínimo de 1.300 baratinhas para o resgate. Lembrando que cada baratinha que receber, possui validade de 4 meses e ao acumular, receberá mais desconto em suas próximas compras.

Clique em MEUS INDICADOS e em COMPARTILHAR e compartilhe sua indicação para seus amigos ou familiares. Eles devem inserir seu código antes de se cadastrar no aplicativo. Caso não esteja aparecendo, não foi utilizado o código de indicação antes do cadastro, e com isso, não foi validada a indicação.

Receberá baratinhas por cada abastecimento dos indicados. Acumulando as pontuações, receberá mais desconto em suas compras.

Trabalhamos com parceria nas regiões. Verifique nossos postos credenciados em nosso aplicativo e, após, clique em COMPRAR e em COMBUSTÍVEL.

Tem algum posto em sua região que não faz parte da parceria e gostaria de nos indicar? Entre em contato pelo nosso suporte (61) 9 9820-2004, e nos indique o posto.

O pagamento é realizado pelo aplicativo, depois que é selecionado o posto desejado para a retirada do combustível e sua quantidade. Após isso, seu cupom de retirada aparecerá na aba CUPONS, onde poderá apresentar o QR CODE para o frentista.

o realizar compras no aplicativo, damos a opção de abastecer em outros postos com o mesmo cupom comprado. Por gentileza, clique em seu cupom em ONDE POSSO ABASTECER, e verifique em quais postos seu cupom está apto para retirada. 

Parcelamos, o parcelamento é realizado por meio do seu cartão de crédito, em até 12x. O valor mínimo para parcelamento é de R$500,00 o boleto.

Sim. É necessário consultar nosso aplicativo, e nossos parceiros credenciados aptos para venda em cada região, bem como seus preços.

Temos parceria com mais de 25.000 lojas, desde academias até compras de produtos como roupas e eletrodomésticos.

Mais de 1,5 MILHÕES de pessoas já estão economizando com o Baratão. Estamos entre os 30 apps mais pesquisados do país na categoria de compras!

Fonte: Google Play, App Store

Eva Maria
★★★★★
Estou economizando bastante com o app. App funciona muito bem e os valores de combustível são ótimos. Com esses preços altos nos pontos de gasolina vale muito ter esse aplicativo. Muita economia,vários descontos e promoções! Economia no bolso do brasileiro. Muitos descontos para serem utilizados em vários estabelecimento!.
Cilêda Cézar
★★★★★
Ótimo aplicativo, muito útil! Muito fácil de se usar e o principal de tudo : Muita economia na hora de abastecer, descontos na hora do abastecimento. Estou indicando para meus amigos e ganho na hora as "Baratinhas" para trocar por combustível. Super indico essa maravilha. E tem mais , o aplicativo é cheio de funcionalidades muito valiosas. Parabéns a todos os idealizadores
Dalio Pinto
★★★★★
O aplicativo Baratão é excelente! A interface é simples e intuitiva, o que facilita bastante na hora de procurar as melhores ofertas. As promoções são muito vantajosas, e o atendimento ao cliente é sempre eficiente e ágil para resolver qualquer dúvida. As notificações de descontos também são um ponto forte, já que avisam de todas as promoções em tempo real. Recomendo para quem quer economizar e fazer compras com praticidade!
Bruno Souza
★★★★★
Simplesmente incrível! O Baratão revolucionou a forma como economizo em abastecimento. A interface é super intuitiva, os descontos são realmente vantajosos, e sempre encontro os melhores preços na minha região. É uma mão na roda para quem quer economizar de verdade. Recomendo de olhos fechados!
Hercules Amaral
★★★★★
Tem me servido bem e tenho economizado um bom valor, pois utilizo em carro utilitário que faz entregas então abasteço bastante, chego a ter economia de quase R$ 0,50 por litro. Tem dado certo, nunca tive nenhum problema, e quando precisei do suporte me atenderam rápido. Inclusive pode pagar no cartão e até parcelar. Recomendo.
Fabio Rigo
★★★★★
Ótimo app para economizar! Achei o app super fácil de usar e realmente cumpre o que promete. Consegui encontrar preços muito bons em postos próximos que eu nem sabia que existiam. Vale destacar que esses preços só são acessíveis pelo app, comprando diretamente no posto sai mais caro. É uma ótima forma de economizar no dia a dia, recomendo para todo mundo que quer abastecer pagando menos!

Sua melhor escolha para economia e praticidade. Aproveite descontos exclusivos e abasteça pelo menor preço.
Descontos exclusivos em mais de 10.000 estabelecimentos parceiros por meio do nosso Clube de Vantagens!

Cadastre seu posto

Fale com a gente

Capitais e regiões metropolitanas

E-mail para contato

Horários de suporte ao cliente

Economize com baratão

Formas de pagamento

© 2025 Baratão Tecnologia LTDA – 41.524.064/0001-79