Refinaria em Chamas no Bahrein: Ataque de Drones Abala o Golfo

Drones iranianos atingem a principal instalação petrolífera do Bahrein em meio a uma escalada militar sem precedentes no Oriente Médio. Entenda o que é a Bapco, quem são os envolvidos nessa guerra, como funciona o arsenal que está colocando o mundo em alerta — e por que o preço que você paga no posto já está sentindo os efeitos disso

*Imagem modificada com IA.

No início desta segunda-feira (9 de março de 2026), moradores do Bahrein acordaram com uma imagem perturbadora: uma densa coluna de fumaça subindo da refinaria da Bapco, a principal instalação petrolífera do país. A fumaça envolveu a refinaria depois que o governo informou que houve feridos e danos na cidade de Sitra — a cerca de 6 quilômetros da área industrial — em decorrência de um ataque de drone iraniano. Pelo menos 32 pessoas ficaram feridas.

Mas para entender o que está acontecendo ali, e por que isso importa para qualquer pessoa que abastece um carro no Brasil, é preciso voltar alguns dias no tempo — e também no espaço.

Do começo: a centelha que acendeu tudo

Os Estados Unidos e Israel iniciaram, no sábado (28 de fevereiro), uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano. O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

A centelha, portanto, foi dupla: os EUA e Israel atacaram primeiro, atingindo alvos estratégicos em cidades iranianas como Teerã e Isfahan. Então veio o que o Irã havia prometido há anos — a resposta implacável. E no dia seguinte, a notícia que chocou o mundo: a mídia estatal iraniana anunciou que o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, havia sido morto nos ataques norte-americanos e israelenses. Após isso, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história.

Com a morte de Khamenei, o que até então era uma escalada virou uma guerra declarada. O Irã cumpriu a ameaça com ondas de mísseis e drones sobre praticamente todos os países do Golfo Pérsico que abrigam instalações militares americanas. E no meio dessa tempestade, a refinaria da Bapco virou alvo.

O que é a Bapco — e por que ela é tão importante

A Bapco não é apenas uma refinaria. Ela é a espinha dorsal energética do Bahrein e um dos símbolos mais duradouros da história do petróleo no Oriente Médio.

A Bahrain Petroleum Company foi fundada em 1929 e descobriu o primeiro campo de petróleo do Golfo Pérsico fora do Irã, em 1932. Os embarques de petróleo bruto começaram em 1934 e, em 1936, a primeira refinaria do Golfo fora do Irã foi construída no país. Para colocar em perspectiva: quando o Brasil ainda não tinha nem a Petrobras — criada em 1953 — o Bahrein já exportava petróleo refinado para o mundo inteiro. A Bapco foi, durante décadas, a refinaria mais avançada de toda a região.

Ao longo do século, a empresa passou por sucessivas expansões e modernizações. Atualmente, a Bapco Refining opera uma refinaria com capacidade de 267.000 barris por dia, com previsão de expansão para 380.000 barris por dia com a conclusão do Programa de Modernização da Bapco. E os números mais recentes são ainda mais impressionantes: em dezembro de 2024, a refinaria atingiu produção recorde de 405.000 barris por dia após a conclusão do programa de modernização.

Para comparar: a maior refinaria do Brasil, a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, tem capacidade de 333.000 barris por dia. Ou seja, uma única refinaria em um país do tamanho de uma ilha — o Bahrein tem apenas 780 km², menor que o município de São Paulo — processa mais petróleo do que a nossa maior instalação.

O petróleo responde por aproximadamente 60% das exportações do Bahrein, 60% dos rendimentos do governo e 30% do PIB do país. Atacar a Bapco não é como atingir uma fábrica qualquer. É como atingir a carteira do Estado inteiro.

A lógica por trás dos alvos: por que o Irã mira refinarias e não só bases militares

Aqui está uma pergunta que muita gente faz: por que o Irã ataca refinarias, usinas de dessalinização e infraestruturas civis, se o conflito é, em tese, contra os militares americanos?

A resposta é estratégica — e brutal.

O petróleo é a cola que sustenta a política externa dos países do Golfo. Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos abrigam bases militares dos EUA porque dependem da proteção americana para sobreviver como regimes. Eles são aliados por interesse econômico. Atacar suas infraestruturas energéticas é uma forma de dizer: “vocês também vão pagar um preço por abrigar nosso inimigo.”

É uma lógica de dissuasão econômica. Se a produção de petróleo para, os cofres do governo vaziam. Se os cofres vaziam, a estabilidade política fica ameaçada. E governos instáveis no Golfo convêm ao Irã mais do que governos ricos e confiantes.

Os ataques com drones ao setor de energia na região têm sido particularmente impactantes. A maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita, em Ras Tanura, na costa do Golfo Pérsico, interrompeu a produção após um incêndio causado por destroços de um drone interceptado. No Catar, o maior terminal de exportação de gás natural liquefeito do mundo também foi fechado após ser alvejado por drones iranianos. No Bahrein, os ataques também causaram danos materiais a uma importante central de dessalinização, e três pessoas ficaram feridas após fragmentos de mísseis caírem sobre um edifício universitário na zona de Muharraq.

Atacar a dessalinização é ainda mais cruel do que parece. Países como o Bahrein não têm rios. Dependem quase que integralmente da água dessalinizada para consumo humano. Privar um país de água potável é uma arma de pressão civilizatória, não apenas econômica.

O arsenal do caos: conheça o Shahed-136, o drone de US$ 20 mil que está colocando o Oriente Médio em colapso

O protagonista tecnológico desta guerra não é um caça de última geração nem um míssil hipersônico. É um drone de aparência quase artesanal, com motor de motocicleta e asas em forma de delta: o Shahed-136.

O protagonista dessa nova fase do conflito é um equipamento de ataque unidirecional estimado em cerca de US$ 20 mil por unidade. Simples, relativamente lento e tecnologicamente rudimentar, o Shahed-136 tem a função de voar em massa e forçar o inimigo a reagir. E reagir significa disparar interceptores de custo altíssimo.

A matemática que está desequilibrando a guerra é perversa para o lado americano e seus aliados. O principal escudo ocidental é o sistema MIM-104 Patriot, que utiliza mísseis PAC-3 avaliados em aproximadamente US$ 4 milhões cada. Embora a taxa de interceptação supere 90%, a matemática não deixa erro: cada drone abatido representa um gasto dezenas de vezes maior que o valor da ameaça original.

Traduzindo em proporções concretas: para cada US$ 1 gasto pelo Irã na fabricação de um drone Shahed, os Emirados Árabes Unidos chegam a gastar até US$ 28 para interceptá-lo. É como se alguém te atacasse com pedras de R$ 1 e você precisasse gastar R$ 28 para se defender de cada uma. Eventualmente, você fica sem dinheiro para a defesa antes de o atacante ficar sem pedras.

Esse desequilíbrio está consumindo os estoques de defesa da região em ritmo alarmante. Segundo uma análise interna vista pela Bloomberg News, os estoques de mísseis Patriot de interceptação no Catar durariam apenas quatro dias, mantido o ritmo atual de uso.

O problema vai além do dinheiro. A fabricante Lockheed Martin construiu cerca de 600 mísseis PAC-3 em 2025, um número limitado diante de um cenário em que milhares de interceptores podem ser necessários em poucos dias de ataques intensos. O Irã, por outro lado, tem uma vantagem logística considerável: os drones Shahed são baratos de produzir porque utilizam peças de dupla utilização, facilmente encontradas, e plataformas de lançamento móveis. Diferente dos mísseis, que exigem infraestrutura complexa, esses drones podem ser montados e operados de forma discreta.

O conflito revelou uma verdade incômoda sobre a defesa ocidental: décadas de supremacia aérea fizeram com que os EUA e seus aliados deixassem de investir em sistemas de defesa antiaérea de menor custo. Por 30 anos, as forças aéreas ocidentais exerceram domínio tão completo dos céus que deixaram de priorizar investimentos em defesa antiaérea e antimísseis. Agora, aumentar essas capacidades tem se mostrado mais difícil do que o esperado.

O Irã, enquanto isso, aproveitou décadas de sanções e pressão externa para desenvolver exatamente a arma capaz de explorar essa fraqueza: barata, produzível em escala, e difícil de eliminar por completo. Uma curiosidade que revela bastante sobre a engenhosidade iraniana nesse campo: o Shahed-136 foi originalmente desenvolvido para uso civil e monitoramento agrícola, e ao longo dos anos de sanções internacionais foi adaptado para fins militares usando componentes eletrônicos de uso duplo compráveis em qualquer loja de eletrônica do mundo — o que torna as sanções praticamente ineficazes para conter sua produção em massa.

O Bahrein como alvo preferencial: a Quinta Frota e a posição estratégica

Mas por que o Bahrein, especificamente, está tão no centro dos eventos? O país é pequeno — uma ilha de 780 km² no Golfo Pérsico, com população de menos de 2 milhões de pessoas. O que o torna um alvo de primeira ordem?

A resposta está em Manama, a capital. Lá fica o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, a divisão naval responsável pelo patrulhamento do Golfo Pérsico, do Mar Vermelho, do Mar Arábico e do Oceano Índico. É, em essência, o centro nervoso militar americano em toda a região.

Um vídeo verificado pela BBC mostra um drone iraniano descendo em alta velocidade antes de atingir o que parece ser uma instalação de radar no quartel-general da Quinta Frota em Manama, lançando destroços pelo ar e colapsando a estrutura. Atacar a Quinta Frota é, simbolicamente, atacar os próprios Estados Unidos em solo estrangeiro. E o Bahrein, ao sediar essa estrutura por décadas, tornou-se inseparável do projeto de segurança americano na região — e, consequentemente, um alvo de alta prioridade para o Irã.

O Estreito de Ormuz: o gargalo do mundo em chamas

Se existe um ponto do planeta onde um conflito localizado pode se transformar em crise global quase instantaneamente, esse ponto é o Estreito de Ormuz.

O estreito é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, operando como a fronteira natural entre o Irã e a Península Arábica. No jargão geopolítico e financeiro, a região é classificada como o principal chokepoint — ou gargalo logístico — energético do mundo. Aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam por suas águas diariamente, volume que equivale a cerca de 20% do consumo global da commodity. Para entender a escala disso: se todos os carros, aviões, navios e indústrias do mundo consumissem petróleo de uma torneira, essa torneira seria o Estreito de Ormuz.

E o estreito tem uma característica que o torna virtualmente insubstituível: nenhuma das soluções terrestres existentes — oleodutos, gasodutos, uso de caminhões — pode oferecer uma rota alternativa viável em caso de fechamento. Os cálculos são de que quase 90% do petróleo produzido no Golfo sai da região em petroleiros que precisam passar por esse gargalo de cerca de 34 quilômetros de largura. Em seu ponto mais estreito, as rotas navegáveis para superpetroleiros têm apenas cerca de 3 quilômetros de largura em cada sentido.

A dependência varia por país, mas os números são impressionantes. O Japão e a Coreia do Sul dependem da travessia de Ormuz para cerca de 75% e 60% de suas importações de petróleo, respectivamente. A Índia compromete quase metade de seu suprimento de petróleo pela mesma rota. Segundo a consultoria de energia Kpler, cerca de 13 milhões de barris por dia passaram por ali em 2025, equivalente a aproximadamente 31% de todo o fluxo marítimo de petróleo bruto do mundo.

Com a guerra, o Irã anunciou o fechamento do estreito — e as consequências foram imediatas. A produção de petróleo do Iraque nos principais campos petrolíferos do sul caiu 70%, para apenas 1,3 milhão de barris por dia. A produção dos campos estava em torno de 4,3 milhões de barris por dia antes da guerra, e o armazenamento de petróleo bruto atingiu a capacidade máxima em poucos dias.

Em termos práticos, o fechamento do estreito não é apenas um problema de petróleo. A rota também movimenta quase um terço do suprimento global de ureia, fertilizante estrutural para a cadeia do agronegócio em países não produtores. Isso significa que a crise energética pode rapidamente se transformar em crise alimentar — com preços de alimentos subindo globalmente à medida que os insumos agrícolas ficam mais caros e escassos.

O que outros países do Golfo sofreram: um panorama dos danos

O Bahrein e sua refinaria são apenas um capítulo de uma história muito maior. A Arábia Saudita fechou sua maior refinaria de petróleo em 2 de março, após o local ser atingido por drones iranianos. Dois drones foram interceptados nas instalações da refinaria de Ras Tanura e os destroços provocaram um pequeno incêndio. A refinaria possui capacidade para processar 550.000 barris por dia e foi paralisada preventivamente. Nos Emirados Árabes Unidos, um drone se chocou contra um hotel em Palm Jumeirah, o luxuoso arquipélago artificial de Dubai, gerando uma enorme bola de fogo. Uma base militar francesa nos Emirados também foi atingida por drones iranianos, com danos materiais e sem feridos. No Kuwait, o Ministério do Interior interceptou um número não especificado de drones durante a madrugada, e tanques de combustível no aeroporto internacional foram alvejados, com dois bombeiros mortos. No Catar, o maior terminal de exportação de gás natural liquefeito do mundo foi fechado após ser alvejado. A escala dos danos é inédita: pela primeira vez desde a Guerra do Golfo, infraestruturas energéticas civis em múltiplos países da região foram simultaneamente atacadas com sucesso.

A conta do conflito: petróleo acima de US$ 90 e o impacto iminente nos preços

O mercado de petróleo não esperou para reagir. O valor do barril ultrapassou os US$ 90 no início de março, atingindo o maior nível desde 2023, com o Brent chegando a registrar alta de 10% na abertura do mercado asiático em 2 de março. Os analistas preveem que a situação pode piorar substancialmente: um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz provavelmente levaria os preços acima de US$ 100 por barril, e em cenários mais extremos, com bloqueio prolongado ou ataques reiterados, a cotação poderia ir além disso.

Além do petróleo em si, o conflito criou o que os analistas chamam de “war premium” — um adicional de risco que os mercados incorporam aos preços simplesmente pela incerteza do que pode acontecer. Esse prêmio pressiona as bolsas para baixo, favorece a fuga para ativos seguros como o ouro e pode provocar desvalorização cambial e saída de capital de países emergentes.

Isso chega no seu posto: como a guerra do Golfo vira aumento na bomba

A pergunta mais prática de todas: isso vai bater no preço da gasolina aqui no Brasil? A resposta curta é: já está batendo, e pode bater mais.

Motoristas do Distrito Federal foram surpreendidos no dia 5 de março com um novo aumento no preço dos combustíveis. O diesel sofreu alta de R$ 0,20 por litro, enquanto a gasolina subiu R$ 0,03. Em alguns postos, a gasolina passou de R$ 6,42 para R$ 6,45, enquanto o diesel saltou de R$ 6,69 para R$ 6,89. Segundo levantamento da ANP, o diesel S10 subiu seis centavos em média nacional, de R$ 6,09 para R$ 6,15 o litro. A gasolina ficou dois centavos mais cara, passando de R$ 6,28 para R$ 6,30. Desde janeiro não havia aumento nos postos dos dois combustíveis.

O mecanismo de transmissão é direto: o Brasil precisa importar cerca de 25% do óleo diesel e partes da gasolina e do GLP. Como esses produtos são comprados no exterior em dólar e com preços internacionais, qualquer alta lá fora acaba sendo repassada para o custo aqui dentro. E o impacto vai além do posto: a primeira onda é o preço na bomba. A segunda atinge o frete dos caminhões, que usam diesel. Quando o frete fica mais caro, o custo para levar comida, remédios e roupas até as lojas aumenta, gerando inflação nos supermercados. A terceira onda pode afetar o agronegócio, pois os fertilizantes importados do Oriente Médio também ficam mais caros e escassos.

A Petrobras, que responde por cerca de 70% do abastecimento no Brasil, ainda não reajustou oficialmente seus preços — mas o mercado abastecido por combustível importado e refinarias privadas já está repassando a alta. Segundo a Abicom, a defasagem do diesel em relação ao valor no exterior já era de 64%, e a gasolina estava 27% mais barata do que no mercado internacional. Isso indica que existe uma pressão acumulada que pode se materializar em reajustes maiores se o conflito se prolongar.

O lado paradoxal: o Brasil pode ganhar com a crise

Aqui entra um elemento que raramente é discutido com clareza: o Brasil pode ser, ao mesmo tempo, vítima e beneficiário desta crise.

O Brasil já é o nono maior produtor e o nono maior exportador mundial de petróleo. Com o barril acima de US$ 90, as exportações brasileiras tornam-se muito mais rentáveis. Além disso, o conflito pode abrir portas para diversificação de clientes: os países muito dependentes do Oriente Médio vão procurar novas fontes de suprimento, especialmente os países da Ásia — Japão, Coreia do Sul, China e Índia —, que hoje dependem muito do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz. Para a Petrobras, para o setor de exploração e produção e para os municípios que recebem royalties do pré-sal, um barril mais caro significa mais arrecadação.

O paradoxo energético brasileiro é este: sofremos como consumidores de derivados importados, mas lucramos como exportadores de petróleo bruto. A equação final depende de quanto importamos versus quanto exportamos — e, nesse jogo, o Brasil tem cada vez mais fichas do lado exportador.

O que a história nos ensina: outros ataques a refinarias e seus impactos nos preços

Este não é o primeiro ataque a grandes refinarias do Golfo. Em setembro de 2019, drones e mísseis atingiram as instalações de Abqaiq e Khurais, da Saudi Aramco — o maior ataque a infraestrutura petrolífera da história moderna. Em um só dia, cerca de 5% da produção mundial de petróleo foi tirada de operação. O barril disparou mais de 15% na abertura do mercado, mas voltou ao patamar anterior em menos de duas semanas, quando a Arábia Saudita restaurou a produção.

A diferença desta vez é de escala e de abrangência. Não é uma única instalação sendo atacada. É uma onda coordenada atingindo múltiplos países, múltiplas refinarias, múltiplos terminais de GNL e a própria rota marítima que escoa tudo isso para o mundo. A comparação mais próxima seria a Crise do Petróleo de 1973, quando os países árabes da OPEP embargaram o petróleo para os EUA e seus aliados, o preço do barril quadruplicou em poucos meses e uma recessão global foi desencadeada.

Estamos longe de 1973 por alguns motivos importantes: os países consumidores têm reservas estratégicas mais robustas, a produção americana de petróleo de xisto reduziu a dependência do Golfo, e a OPEP já anunciou um leve aumento de produção para compensar parcialmente as perdas. Mas o risco de escalonamento ainda é real — e os mercados estão atentos a cada novo desenvolvimento.

O que esperar nos próximos dias e semanas

O conflito está longe de uma resolução. Uma nova onda de ataques iranianos atingiu a região do Golfo no último domingo, com Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein e Kuwait reportando novos ataques vindos de Teerã — apenas um dia depois de o presidente do Irã ter pedido desculpas aos países vizinhos pelos bombardeamentos da primeira semana de guerra. Isso revela algo importante: mesmo quando há sinais de que a diplomacia tenta abrir espaço, o braço militar iraniano age com relativa autonomia. A morte de Khamenei criou um vácuo de poder que torna as negociações ainda mais imprevisíveis.

Existem também dados que indicam o desgaste iraniano: segundo o almirante Cooper, o número de drones lançados pelo Irã caiu 83% desde o primeiro dia de combates, enquanto o uso de mísseis balísticos diminuiu 90%. “O Irã está com dificuldades para manter seus ataques com mísseis e drones, e isso pode se tornar ainda mais difícil nos próximos dias”, afirmou. Mas o Irã ainda tem estoque — e a dúvida é quanto.

Para o mercado de petróleo e para os consumidores brasileiros, os próximos dias serão decisivos. Se o conflito for contido nas próximas semanas, o impacto nos preços tende a ser limitado e temporário. Se o bloqueio do Estreito de Ormuz se prolongar, o mundo entrará em território de choque de oferta comparável ao de 1973 — com todas as consequências inflacionárias que isso implica.

O que está claro, hoje, é que a fumaça que sobe da refinaria da Bapco no Bahrein não é apenas fumaça de uma instalação em chamas. É o sinal visível de uma crise energética global em construção — e seus efeitos já estão chegando às bombas de combustível do Brasil.

Perguntas frequentes

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