Ricardo Fiorillo, CMO do Baratão Combustíveis, explica como a inovação e a velocidade das startups estão reinventando mercados antes dominados por grandes corporações
Por muito tempo, acreditou-se que apenas grandes empresas, com estrutura robusta e presença consolidada, seriam capazes de transformar setores econômicos tradicionais. Mas uma nova geração de startups vem provando o contrário: é possível inovar sem competir diretamente com gigantes — basta entender o que eles não enxergam.

É o caso do Baratão Combustíveis, aplicativo criado para conectar motoristas a postos com preços mais competitivos, transformando a experiência de abastecer em uma jornada digital e interativa. Em apenas três anos, a empresa se tornou líder nacional em seu segmento, com a maior nota de avaliação da categoria, mostrando que a inovação pode florescer mesmo em setores considerados “engessados”.
“As startups não precisam derrubar gigantes — elas precisam preencher os espaços que os gigantes deixaram. A força de uma startup está na velocidade, na empatia com o cliente e na capacidade de resolver dores reais com agilidade”, explica Ricardo Fiorillo, CMO do Baratão Combustíveis e cofundador de fintechs de sucesso, como a Zapay, adquirida recentemente pelo Grupo Sem Parar.
Inovação sem confronto direto
O modelo de negócio do Baratão mostra que é possível escalar sem confrontar as grandes redes de combustíveis. O app atua como um marketplace aberto, reunindo postos independentes de diferentes bandeiras e conectando-os a milhões de motoristas interessados em economizar.
“Enquanto grandes corporações constroem muros, startups constroem pontes. O Baratão nasceu para ser multimarcas, inclusivo e colaborativo. Nosso objetivo nunca foi competir com as bandeiras — é trazer o pequeno e o médio empresário para o digital e criar um ecossistema em que todos ganham: o posto, o motorista e o mercado”, afirma Fiorillo.
O modelo é baseado em tecnologia, dados e gamificação. O usuário compra combustível antecipadamente pelo aplicativo, escolhe o posto de sua preferência e paga via Pix ou cartão. O posto, por sua vez, ganha fluxo, previsibilidade e visibilidade digital — tudo sem custos fixos, apenas comissionamento por resultado.
O poder da agilidade
Enquanto grandes players enfrentam processos lentos, hierárquicos e pouco flexíveis, startups como o Baratão operam em ciclos curtos de decisão e aprendizado. Essa capacidade de adaptação é uma das principais armas para competir em mercados de margens apertadas e clientes exigentes.
Segundo o relatório State of Startups 2025, 62% das startups brasileiras que escalaram rapidamente citam “agilidade de decisão” como o fator mais determinante para o crescimento.
“A diferença entre uma startup e uma grande empresa está na mentalidade. Nós erramos rápido, aprendemos rápido e corrigimos rápido. O consumidor percebe isso. Ele vê uma marca viva, que escuta e responde. É assim que se constrói relevância”, diz o executivo.
Transformando a dor em oportunidade
O setor de combustíveis no Brasil movimenta mais de R$ 600 bilhões por ano, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), mas sempre foi marcado por pouca inovação digital. A percepção de que o abastecimento era uma rotina “imutável” criou um terreno fértil para quem tivesse coragem de repensá-lo.
O Baratão fez exatamente isso. Ao unir tecnologia, experiência de usuário (UX) e inteligência artificial, o aplicativo criou uma ponte entre a necessidade de economizar e a oportunidade de se divertir no processo. O resultado foi um modelo inédito no mundo, com elementos de gamificação e interatividade aplicados a um serviço essencial.
“A disrupção nasce da observação das pequenas dores. Quando entendemos que o motorista queria economizar e, ao mesmo tempo, se sentir valorizado, criamos algo que nenhum grande player havia proposto. Isso é inovação de verdade: resolver o que é simples, mas ignorado”, afirma Fiorillo.
O novo ecossistema colaborativo
O avanço das startups no Brasil mostra que o futuro dos mercados tradicionais será construído em rede. Segundo o Observatório Sebrae Startups, já são mais de 19 mil startups ativas no país, e o número cresce anualmente com foco em soluções práticas e acessíveis.
Nesse cenário, o modelo de colaboração entre empresas de diferentes portes se mostra essencial. O Baratão, por exemplo, tem firmado parcerias com redes de postos, empresas de mobilidade e instituições financeiras, gerando um ecossistema integrado de benefícios.
“O mercado do futuro é colaborativo. O pequeno empresário precisa de tecnologia; a startup precisa de capilaridade; e o consumidor quer conveniência. Quando todos se unem, o resultado é um ciclo virtuoso de inovação. É isso que estamos construindo com o Baratão”, destaca o CMO.
O futuro: da startup à infraestrutura digital do abastecimento
Com crescimento acelerado, o Baratão já se prepara para o próximo salto: tornar-se a infraestrutura digital do abastecimento no Brasil, integrando combustível, gás e outros serviços essenciais em um só ecossistema.

“Estamos construindo o futuro da conveniência. Queremos que o motorista resolva tudo em um único aplicativo — do abastecimento ao pagamento, das recompensas às indicações. Nosso propósito é simples: transformar o abastecimento em uma experiência digital completa e acessível a todos”, conclui Ricardo Fiorillo.
Em um país onde startups surgem diariamente, o caso do Baratão Combustíveis mostra que inovar não é enfrentar gigantes — é criar novos caminhos onde eles ainda não chegaram. E essa talvez seja a lição mais poderosa que o ecossistema brasileiro de inovação pode oferecer ao mundo